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Ritual da Pachamama em Cusco, Peru
Em 13 de agosto de 2026, na cidade de Cusco, Peru, teve início uma conferência de dois dias intitulada Entrelaçando Vozes pela Dignidade – Entrelazando Voces por la Dignidad. O objetivo do encontro era analisar sugestões de indígenas de diversas regiões do Peru sobre como melhorar suas vidas. Os resultados seriam apresentados ao Papa Leão XIV durante sua visita ao país em novembro. A iniciativa segue a política de Francisco de dar um "rosto tribalista à Igreja."Estiveram presentes o Bispo de Iquitos, Miguel Ángel Cadenas, que presidiu o evento, acima, terceira seta vermelha da esquerda para a direita, o Bispo Auxiliar de Cusco, Lizardo Estrada, primeira seta vermelha, e o Mons. Jordi Bertumeu, do Dicastério para a Doutrina da Fé, seta vermelha do meio.
A primeira sessão do encontro foi uma cerimônia onde uma mulher, que falava ao meio, lembrou a todos os presentes que o mês de agosto, especialmente o dia 1º, é dedicado à Mãe Terra – a deusa Pachamama – e que eles deveriam retribuir à Terra por tudo o que ela lhes havia dado. Esse 'pagamento à Terra' é uma cerimônia ancestral dos Incas nos Andes.
Em seguida, a palestrante distribuiu folhas de coca aos participantes, símbolo da conexão espiritual e da reverência aos ancestrais. Depois, instruiu os presentes a soprarem sobre as folhas para enviar suas intenções à esfera sagrada. As folhas foram então recolhidas e colocadas em um pote de barro para serem queimadas. Na segunda fila abaixo, vemos o Bispo Estrada e Mons. Bertumeu levando suas folhas de coca até o pote.
No chão, havia um xale andino que servia como altar, sobre o qual as oferendas foram colocadas. Alguns potes de barro continham sementes e grãos regionais, representando o "alimento da Terra," e uma cesta de palha continha as folhas de coca, como mencionado anteriormente. Algumas garrafas com líquidos sagrados tinham o propósito de saciar a sede da Mãe Terra. Num dos cantos havia um cinto de lã dobrado, simbolizando o "abraço comunitário" dos povos indígenas.
Os ramos verdes representavam a purificação espiritual e a justiça ecológica. As flores dispostas em espiral simbolizavam o ciclo temporal dos Incas. Os quatro cantos do xale tinham duas flores cada, representando as oito regiões do Peru presentes naquele encontro. As flores eram vermelhas e amarelas, representando a energia do sol e o sangue da terra, indicando também as vítimas da violência do Estado contra os indígenas.
Podemos ver que nada naquela cerimônia inicial era desprovido de significado ritual pagão.
Ao participarem desse ritual para Pachamama, os prelados causaram um grande escândalo. Eles não apenas aderiram ao sincretismo religioso, mas também praticaram um culto parademoníaco.
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